quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Floreia-me!

Fulminante feito bala, direto na cabeça. Vai arrepiando por toda espinha até atordoar. Na hora você não entende, mas tudo já começou a conspirar.
Mil dúvidas começam a surgir. Você está muito louca ou ele também se sente assim? E quando se dá conta, ele confessa o quanto só pensou em você.
Realidade alternativa, dura pouco como em sonho, uma noite - noite da qual você não deseja acordar. Fogos de artifícios, borboletas no estômago, seja lá como quiser.
O sorriso ecoa no silêncio. O gostinho de quero mais. A boa conversa e todas aquelas frases feitas pra te ganhar, ficaram cravejadas na memória; toda vez que pensa que deve esquecê-las, já lembrou. E quando a música toca, você se dá conta que a melodia já reflete um outro ritmo dentro do peito. Finalmente você se dá conta de que algo mudou.
Levou um pouco, deixou um pouco, aliviou cicatrizes e situações, curou o ego, levantou do chão, fez lembrar, sobretudo, da mulher incrível que és. Por um momento, fez com que nada existisse. E a cada lembrança, um pouco mais de esquecimento, um pouco mais de desejo, uma competição interna pra saber quem vence. A torcida é sempre à fim de sanar todos os desejos possíveis, mas será que assim vai ser tão fácil de botar os pés de volta ao chão?
As paixões são intensas ao seu modo e são perfeitas pois são a frutescência do amor. O amor que não amadureceu e que muitas vezes, nem precisa madurar. Morre cedo. E é por isso que é tão bonito. Sem toda a carga e responsabilidade que o amor exige.
A paixão mais incrível, no melhor momento, na maior impossibilidade de ambas as vidas veio pra fazer feliz, florir, embelezar, emocionar e se esvair, sem fim.