sábado, 17 de junho de 2017

Emptiness

Vazio.
Vazio por dentro. Momentos homeopáticos com ausência de ser e parecer.
Olho no espelho e pergunto quem está lá
É claro que fica difícil ouvir a voz se a imagem já não diz nada.
A alma está dormente, dorme como quem repousa para não enlouquecer.
Sente pousar o arrepio da alma quando o não sentir habita o peito enquanto ninguém está olhando.
Vazio.
 Por fora o sorriso ainda resiste, as o olhar  é de quem quer se agarrar na primeira corda à deriva.
Mas a corda não vem, os sentimentos vêm como ondas que vão e vêm, mais vão do que vêm.
Naquela expressão "nadou e morreu na praia", eu tomo fôlego todo dia e me jogo sem saber pra onde nadar. Uma bússola quebrada, uma ilha prometida tão distante que se confunde em um oásis de pensamentos.  Pra onde vou? Da onde vim?
Vazio.
O temido vazio, que dá espaço na casa cujos sentimentos parecem repousar no cômodo ao lado do medo, na cama quente e segura do inconsciente. Me pergunto onde eu estou.
Quem bate à minha porta? 
O espaço está vazio.
Já sei o que fazer! Deixo o medo entrar, e abro a janela. Respiro a luz que vem de dentro pra fora e assim, finalmente, me sinto completa. Eu vou morar nas entrelinhas dos espaços do meu coração.