sexta-feira, 5 de maio de 2023

 Não é a primeira vez.

Deve ser a última? Provavelmente não.



Essa coisa da gente querer provar pra si e pro mundo que pode ser mais do que as expectativas. No começo, queria provar pra mim mesma e escancarar e humilhar a não necessidade da acolhida paterna na minha vida, ser do tipo "melhor sem ele, olha onde eu cheguei". Mas a verdade, é que eu poderia ter tido todo dinheiro do mundo e afirmar tudo isso um milhão de vezes, ainda sim, seria mentira. O buraco existe e sempre vai existir, mesmo que a gente pavimente esse chão em diamantes. 

Muitas vezes também senti que nunca mereci nada, tentaram me convercer de que pra mim foi fácil e muitas vezes eu passei pelas dificuldades como um trator, vivendo sem pensar e depois que passou eu percebi que passei pelo furacão. Será que eu tenho direito de ocupar espaços onde meus pais nunca ocuparam? Será que faz mal não ser a pessoa forte que minha mãe espera? Será que vou conseguir todo dinheiro que meu ego e minha superficialidade precisam?

É muito louco pensar que algumas vezes cheguei onde eu queria e achei sem graça. Coomo quem corre uma maratona e quando ganha acha chato. Até hoje não entendi muito bem o pq disso. Na vdd, escrevendo isso eu percebi, que achava que algumas "chegadas" eram a solução pros meus sentimentos e problemas, quando eu cheguei lá, vi que tudo continuava igual. 

Muito se fala sobre propósito, eu ainda não sei qual é o meu. Mas queria ser feliz. Queria me satisfazer. Queria ser leve. Queria ser lembrada pelos sorrisos e não pelas lágrimas e reclamações. Me envergonho de onde estou, faz parte de mim agora, mas é tão não "eu", nem o que eu queria ser. 

Será que esse ser que sobrou de mim depois de tanto temporal, tem forças pra vestir a máscara e dar o seu melhor?

Será que eu valho tudo isso? Será que vou ser uma decepcção?Será que estou voltando pra trás? Será que estou piorando tudo? Será que ainda sei fazer o que eu fazia bem? Será que esqueci todas as minhas funções?

Eu me sentiria diferente em outro lugar? Se me pagam bem, acho que preciso entregar tudo de mim e se me pagam mal também. 

É uma merda como o valor das coisas me incomoda tanto. Nunca senti muito o peso de não ter dinheiro, mas ele sempre foi tão primordial pra ter tudo que não fui privilegiada a ter, que quando ele escorre pelas mãos, me parece que meu valor vai junto. 

Ontem ouvi do meu amor que o mais importante é o que eu ofereço fora do trabalho. Fiquei pensando se estou tão pobre de valores quanto de dinheiro.


Por outro lado, a vida é boa e eu não consigo curtir. 

Como a gente cai nessas armadilhas da cabeça da gente?

Como a gente se esquece assim de quem a gente é e do que passou, do preço da caminhada.

Fica como aquela dor que você sentiu quando machucou o corpo físico e depois passou. Fica meio distante.


São 10 anos fazendo a mesma coisa. 

Acho que sou alguém. Tenho casa, amor, família, comida, banalidades, cultura à meu dispor, saúde.

Queria me tratar melhor. 


Pai, desculpa se a vida não te deu o que você merecia dessa vez, desculpa por vc ter sido tão triste, por vc ser tão incapaz de receber o nosso amor. Desculpa por toda necessidade que vc passou e eu não, por toda a educação que eu tive as vezes nem valorizei, desculpa por querer provar muitas vezes que sou melhor que vc, que estive bem sem vc. Não é verdade. Obrigada pela vida. Por favor, me deixa brilhar, me deixa superar sua partida, eu também não queria que fosse assim.


Mãe, eu sou mais do que o dinheiro. As vezes eu não sou tão forte. Me desculpe por querer ser vc, por resolver sua vida, por não saber meu lugar de filha. Desculpa pela minha rebeldia. Me desculpa por nunca podoer suprir expectativas. Me desculpa por não ser o suficiente. Me desculpa por não ser tão bem-resolvida como vc sempre foi.


Vô, eu gosto muito mais de vc do que seu dinheiro. Seu amor vale mais do que qualquer dinheiro que vc já me deu. Me desculpa por não participar da sua vida e deixar essa ausência na sua vida. Desculpa por estar longe. Desculpa por termos perdido aquela conexão. A vida adulta é bizarra. Me desculpa por nossos ideais serem tão diferente, mas infelizmente, eu tento te perdoar também. Me desculpe por ter desumanizado você. 


Tia, desculpa ter te julgado, sei que essa questão do valor do dinheiro também pesa em vc. Torço pra que vc superer tudo isso que está passando.


Amorzinho, quero que vc tenha orgulho de mim. Desculpe jogar todo peso pra fora e compartilhar esse fardo com vc. Ele era só meu. Mas obrigada por me dar a oportunidade de sofrer, descansar desabafar, reclamar e mesmo assim, nunca ter soltado da minha mão. 


Vai ver a gente precise passar por todo esse desajuste mental para se reerguer, pra valorizar, pra permanecer humilde. Então agradeço ao desemprego, à ferida aberta no peito, eu aceito que tudo não tenha sido como foi. Vai ser difícil, mas talvez eu não quero permitir que eu me trate tão mal.

Eu sinto muito. Me perdoe. Eu amo todos vcs. Sou grata.

domingo, 23 de setembro de 2018

Amarre seu cadarço

"Você nunca diz "sim" para nada".

Sábado, 3h38,o último das minhas primeiras férias como trabalhadora real oficial de carteira assinada. Poderia estar bebendo mas estou me embriagando das palavras acima citadas no livro da Shonda Rhimes, "O ano em que eu disse "sim"".
Eu digo sim até demais. Eu sinto prazer em ser útil, prazer em ser parceira e participar dos momentos importantes das pessoas com quem eu me importo. Sou o verdadeiro "pau pra toda obra", "quer o mundo? Eu te dou.", quase trouxa.
Mas a verdade no fim das contas, é que eu digo não para mim, todos os dias da minha vida.
Não - para me sentir bem com meu corpo.
Não - para aceitar ofertas de emprego.
Não - para ir atrás dos meus sonhos.
Não - para encarar a ansiedade.
Não - para me tornar uma pessoa melhor.
Não - para desafogar o mar de lama movediça que eu me joguei.

Não. Como se eu tivesse com o sapato desamarrado há 5 quarteirões e o motivo pelo qual não amarro é porquê eu tenho preguiça. Não me importo se está me incomodando, se riem de mim, se eu posso cair e me machucar. Talvez ele desamarre de novo, por quê não esperar até chegar em casa? Assim posso tirá-los ao invés de "consertá-los".
Como os meus problemas. Hoje, adulta, formada, morando na capital, trabalhando 12h por dia, eu sei dos meus pontos fortes e fracos como ninguém. Mas tapo os meus olhos como se preferisse desistir de tudo do que arrumar minha confusão mental. Eu faço isso. Eu vou embora, eu piro, eu jogo fora, eu não olho pra trás, se tornou um hábito.
Isso só piora quando eu me adapto feito camaleoa, amargurando o sentimento  por dentro e a bomba explode sempre anos depois. A coisa toda está sempre no coração e na mente.
Eu não sou infeliz mas tudo não está melhor porque eu passei de rebelde sem causa da adolescência para uma medrosa responsável feito uma velha ranzinza. O mundo tá acabando e eu tô só observando. Por anos desejei ser brilhante como minha mãe, inteligente como meu ex-namorado, ter piadas rápidas e prontas como meus melhores amigos, bonita como minha amiga de infância.
Quem sou eu?
Acho que quando a gente se alcança a ponto de responder essa pergunta, escorre pelos dedos. Nos deixamos escapar quando já mudamos de novo e de novo e de novo, crescendo sob esse ser que éramos há 5 minutos atrás.
É relevante aqui a gente perguntar, por que a gente não se inspira em nós mesmos? Nas coisas boas que temos e nos sonhos que criamos na nossa mente quando estamos livres da pressão da sociedade, da tv, da revista, do blog de moda.
Queria levar todos os meus conselhos e respostas que eu sei de cor, para dentro do meu coração. Devia ser mais difícil racionalizar tudo mas infelizmente, este é só o primeiro passo.
Eu sou fraca.(Suspirei profundamente para escrever essa frase.) Ela me marca fundo. É tudo que eu não quero ser. Mas às vezes, eu sou sim...e tudo bem.
Essa frase está ligada a intrínseca vontade de sofrer e não resolver nada.
AMARRA.A.PORRA.DO.CADARÇO.
Eu fiz muita coisa, enfiando o cadarço no sapato sem amarrar enquanto saia correndo. Só fiz, não pensei, não tive que movimentar uma força divina, um pensamento positivo único, meditar por 20 minutos, eu fui, fiz, ngm entendeu nada e ainda me admirou. Só que eu queria: AMARRAR A PORRA DO CADARÇO COM UM LINDO LAÇO E SEGUIR ADIANTE SABENDO DISSO. Não, eu não quero ter pressa.
Eu tô há 1 semana tentando evitar pensar no que realmente me importa, pensando em uma coisa que eu deveria só agradecer e desfrutar ao invés de questionar.
Meu sofrimento entrelaça sim com aa tristeza, mas ele é compulsório, ele me trava. Não há nada mais frustrante. Sou eu no escuro do meu quarto, sabendo onde eu deveria estar, o que eu deveria estar fazendo, imóvel olhando pro teto. Eu chego a gostar. Tento acreditar que sou eu, esperando meu tempo, esperando a minha coragem, só que, vez ou outra, não tem nada vindo.
Tenho um grande amigo que me diz sempre, que eu sou uma pessoa à beirada da pista de dança tomando água com gás. HAHAHAHA. É o cúmulo pra mim, que queria estar lá dançando loucamente.
Muitos anos da minha vida, eu culpei muitas pessoas pelo que sinto hoje. Mas a gente só tem o hoje pra fazer diferente. E a verdade, é que hoje, a culpa é minha. Eu me julgo mais do que qualquer pessoa e me saboto e me prendo.


Talvez estes pensamentos estejam confusos demais pra quem não tá na minha cabeça, mas eu juro, faz sentido. Eu amo viver, a sensação de estar viva e espero daqui há alguns anos reler estas palavras e saber que segui em frente, segui em frente, com a porra do sapato amarrado.










sábado, 17 de junho de 2017

Emptiness

Vazio.
Vazio por dentro. Momentos homeopáticos com ausência de ser e parecer.
Olho no espelho e pergunto quem está lá
É claro que fica difícil ouvir a voz se a imagem já não diz nada.
A alma está dormente, dorme como quem repousa para não enlouquecer.
Sente pousar o arrepio da alma quando o não sentir habita o peito enquanto ninguém está olhando.
Vazio.
 Por fora o sorriso ainda resiste, as o olhar  é de quem quer se agarrar na primeira corda à deriva.
Mas a corda não vem, os sentimentos vêm como ondas que vão e vêm, mais vão do que vêm.
Naquela expressão "nadou e morreu na praia", eu tomo fôlego todo dia e me jogo sem saber pra onde nadar. Uma bússola quebrada, uma ilha prometida tão distante que se confunde em um oásis de pensamentos.  Pra onde vou? Da onde vim?
Vazio.
O temido vazio, que dá espaço na casa cujos sentimentos parecem repousar no cômodo ao lado do medo, na cama quente e segura do inconsciente. Me pergunto onde eu estou.
Quem bate à minha porta? 
O espaço está vazio.
Já sei o que fazer! Deixo o medo entrar, e abro a janela. Respiro a luz que vem de dentro pra fora e assim, finalmente, me sinto completa. Eu vou morar nas entrelinhas dos espaços do meu coração.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Ressignificação do eu

Há anos venho tentando entender meus sentimentos. Por que eu simplismente não consigo aceitar minhas dificuldades e a minha miudez? Não adianta ler matérias, livros e videos se você não olhar pra si e se reconhecer. Depois de muito tempo e um longo caminho instrospectivo, difícil, confuso, consegui ver a mim como de fato eu sou: imperfeita.
Quantas vezes não li a verdade e por aí e pensei compreender mas foi só quando realmente me vi, tudo fez sentido, tudo se ascendeu. Parece simples de dizer ser imperfeita, mas quando na vida a gente se vê obrigada a ser forte e dar algo que não se tem ao mundo, é dificil de reconhecer.
Nunca aceitei bem não ser especial, não dar conta do recado, não me sair muito bem. Um ego imenso! E nem era por mal. Simplesmente esse foi o recurso que eu precisei pra seguir em frente com a vida, até aqui.
Minha coragem sempre esteve aqui mas sem que eu percebesse o medo tomou seu lugar de forma sutil, dia após dia. Eu tentei ser por muito tempo algo que eu simplesmente não sou e hoje, vejo que se me petrifiquei e não consegui dar conta de tudo que me foi proposto foi porque tive medo de não ser boa o suficiente. E tudo começou tão inraizadamente. Nunca me permiti sofrer pelo abandono. Eu deveria ser forte e me mostrar capaz de ser independente.
A fraqueza nunca foi um mal. Hoje sei disso pois, nunca me senti tão vulnerável quanto hoje e, se não fosse por esse sentimento, jamais conseguiria ressignificar sozinha coisas que eu nunca quis encarar.
Eu naão preciso ser a maioral pra ser alguém orgulhoso do seus ser. Eu só preciso viver quem eu sou, da maneira que eu conseguir, como eu achar melhor e isso já me gera valor exato. Sendo uma pessoa boa e procurando ser mais e mais, não há motivos para não se orgulhar.
Ninguém precisa ser uma estrela para ser luz. A luz está dentro de nós e, quanto mais acesos estivermos em nossas mentes e quanto mais essa luz nos permitir ver quem somos, o que queremos, o que sentimos mais brilhantes seremos em tudo que fizermos.
E é daí que surge algo que eu nunca soube onde encontrar nesse momento em que me senti tão confusa: a força de vontade.
Não entendi muita coisa nesse tempo mas o que mais me tirava o sono era o desânimo, ou seja, a falta de alma e vontade de realizar e fazer. Me perguntava onde encontrar e o que fazer para obtê-la. Hoje eu digo, em mim. Mas no meu eu verdadeiro, aquele que eu não conseguia mais reconhecer no espelho tão embaçado.
Hoje eu vi a minha imagem refletida e posso seguir em frente. Batalhando pela vida que eu mereço ter, vivendo a vida que Deus me deu de presente.E o presente, é AGORA.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Chega!

Tem uma hora que você pensa "já deu". Já chorei, já sofri, já desesperei, já desabafei, já tirei uns dias pra respirar, pra não fazer nada, pra curtir a fossa, comer um pote de sorvete, já tentei preencher o vazio - não rolou. Já não quero nada disso.
Me falta sono, me falta fome, me sobra stress, me emaranha a cama o dia todo. E nem a tristeza que sempre foi amiga é uma boa companhia agora.
Eu já não quero ser assim, eu já não caibo nessa versão de mim. Penso que talvez minha fortaleza tenha se esvaído, já que antes bastava um show de destempero pra voltar a ser forte e encarar. Agora tenho me recolhido, juntado todos os caquinhos quase que com manual de instruções.
Me sinto madura em plena desgracera mental. Estou há anos procurando um propósito profissional sem me  dar conta  de que jamais o encontraria se já nem mesmo sei quem sou. E quase aos 24, essa já não tem sido uma missão simples. A gente tem a ilusão quando é mais novo que com 25 já vai estar bem sucedido, com planos acertados até os 30, carreira à todo vapor, dinheiro na conta, criando a decoração do novo apartamento, pensando no casamento com o amor da sua vida, planejando ter filhos daqui uns anos, não antes de curtir as férias na Califórnia ano que vem.
Ah, vida! Sua louca! Me pregou uma peça mais uma vez. Eu não tenho certeza nem sobre o cronograma do meu dia de amanhã e mais perdida que eu, só duas de mim. E mais uma vez, não é fácil.
E mais uma vez um recomeço. Daqueles que você não esperava tão cedo, não desse jeito. Corro me autoanalisar, curar a alma, focar na vida saudável, tentar ser positiva. Mas na real, amigo, é tudo mentira.
Postergo dia após dia uma iniciativa que eu não tomei, não estou tomando e tenho total consciência de estar evitando. Pareço estar me sabotando ou coisa assim. Mas na verdade mesmo, acho que estou me protegendo. Se eu não tento, eu não falho. Se eu não assumo a responsabilidade,  não fracasso. Tudo é medo de me decepcionar mais uma vez. Medo de achar que "agora vai" e não ir pra lugar nenhum.
Não é a primeira vez que me sinto perdida no meu propósito de vida, mesmo sabendo que será, se Deus permitir que eu viva pra realizar, algo brilhante. Não sei como essa certeza ainda sobrevive em mim, talvez seja o que não me faz eu me render. O fato é que quando estamos tão vulneráveis, é difícil se olhar no espelho, olhar pra si.
O que eu quero? O que eu sou? O que eu sonho? Onde está a oportunidade?
Como essas perguntas se tornaram tão assustadoras pra mim? Por que é tão difícil saber as respostas? Não seriam estas as perguntas mais naturalmente responsivas que existe?
Um tempo atrás achava que sonhos não se realizavam pra qualquer um e de repente me vi viajando o mundo. Mas depois que o sonho virou realidade, não vieram outros.
Penso constantemente que estou sendo ingrata e olhando "o copo meio vazio" sabendo que tenho coisas e pessoas maravilhosas ao meu redor. Mas acontece que a ansiedade é um bichinho que vai comendo pelas beiradas. Quando nos damos conta, fazemos de um único problema o motivo de tudo desandar. Afeta a saúde, afeta o humor.
A sensação é de estar numa escada em espiral. Quando olho pra cima, vejo quantos degraus ainda faltam pra subir e quão acima de mim eles estão.
Será que todo mundo se sente assim ou isso é só "privilégio" dos que sentem demais?
Já não posso e não quero jogar tudo pro alto e fugir pro outro lado do oceano. Eu quero ficar. Eu quero resolver. Eu quero a satisfação da autorrealização. Da aceitação interior. Do orgulho pelo dever cumprido. Da felicidade de ter um perrenguinho ou outro, mas ver a vida girar. Não quero adiar mais nada.
Muitas vezes nosso ego nos cega e usamos o "tudo tem seu tempo" pra não assumir a responsablidade quando o inconsciente grita por atitude. Eu sinto isso, eu abraço isso. Eu quero estar pronta!
Aí eu te digo: me dei conta de que eu precisava sentir esse temporal balançando a casa. E me dar conta de tudo que que ainda falta em mim e ver quão longe é a estrada, é o que eu preciso pra vida seguir em paz.
Eu prefiro acreditar que o que não é tão bom, acontece pra melhorar cada pequena falha em nós. E vou seguir assim.
Então eu digo pra você e pra mim: Faça uma faxina  nos seus sentimentos, jogue fora o que não acrescenta, o que é de ruim, grave bem em sua memória o que foi ruim pra nunca mais deixar se repetir, pra te dar forças. A vida é uma benção que eu não estou disposta a ver escorrer pelas mãos. Não mais. Não esteja também. Se nem a tristeza parece  pertencer à você significa que é hora de arrumar os espaços, abrir a janela e deixar a luz entrar.
Se pergunte, se entenda, se aceite, faça algo por você. Eu vou tentar fazer também!

Gratidão.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Nas entrelinhas do que eu não disse

Eu nunca tive músicas felizes como tema pros meus romances. Agora eu tenho porque é isso que combina com você - Energia boa, sorriso na cara, vontade de viver.

Minhas declarações de amor prematuras das primeiras paixões adolescentes e meu temperamento sempre refém do "tudo ou nada" se foram. E como todo amor, o seu têm sido diferentão. Onde você está é calmaria, é sossego, é paz, é aprendizado, é desejo, é desatino, é paixão que transborda; é tudo que há de bom.

Eu que sempre fui boa em palavras, não consigo dizer uma palavra se quer pra você, só fico te observando e te entendendo, analisando e agradecendo pelo aconchego dos teus lábios na minha pele. E você sem me dizer nada, me mostrou um novo jeito de ouvir as coisas mais lindas que uma mulher pode desejar, que não está exatamente nas palavras.
O seu amor está nas vezes que me ouviu tagarelar com paciência quando já passou das 22h. O seu amor está em abrir as portas da sua casa e da sua família pra mim. O seu amor está no cuidado comigo e com o que vai me dizer. O seu amor está em se preocupar se vou chegar bem em casa. O seu amor está nos planos que compartilha comigo, nos sonhos que estamos construindo juntos, nas lutas que vamos lutar juntos.  No beijo na testa, no seu abraço antes de dormir me envolvendo totalmente num casulo aconchegante. Está nas intenções. Está nas vezes que se sacrificou pelos nossos objetivos (Vaaai monstro!). Está no jeito que me olha. No jeito que me conquistou. Nas vezes que mesmo exausto veio me trazer carinho nem que seja por alguns minutos. Nas vezes em que conversamos por horas sem perceber, divagando horrores sobre nossas teorias e concepções malucas e tão nossas. Em como quis me impressionar com a sua oratória impecável e desarmou quando eu pedi. Em quando me chamou de be  pela primeira vez. Espero estar demonstrando de volta como você merece, mas agora, eu escrevo com o coração tudo aquilo que eu não tive coragem de dizer com a minha voz.

Minha vontade é estampar uma camiseta com a sua cara e dizer pra todo mundo que eu encontrei você, de saber de todos os seus segredos, saber de tudo que você é capaz, de ouvir histórias que você vai me contar 10 vezes até eu decorar o enredo fingindo que é a primeira vez, prever seus passos, ver você crescer, ver nossos planos se realizando, me reapaixonar por você de novo mais mil vezes durante o percurso e viver todas as histórias que teremos e lembraremos com saudade quando estivermos velhinhos; Todos esses clichês românticos melosos porque eu não quero perder nada, nem um segundo de você. Eu poderia deixar que você visse só o que é bonito em mim (já falhei nessa missão kkkk), mas eu quero estar inteira pra você e quero ver você exatamente como você é.

No descompasso dos meus pensamentos, tenho refletido em como você já plantou sementes em mim e em tudo de melhor que serei com você pra me ajudar a cultivá-las nesse inverno. Você me desafia todos os dias a ser melhor. Já pensou em quando chegar a primavera?
Por isso, com toda ternura que você têm me inspirado, eu espero. Se seu coração passou tanto tempo fechado, eu procuro as chaves, eu arrombo a porta, eu bato até você abrir (insistirei mais que testemunhas de Jeová no domingo de manhã).  Se o amor já te fez perder o chão, eu diria que estamos terminando a terraplanagem de onde será um novo chão, onde construiremos nossos alicerces, nossa casa de amor verdadeiro. Se você tem medo, eu também tenho. Se nada der certo, que seja.


Você tem razão, estamos só no começo e você sabe, amar devagarzinho é um exercício de paciência que a minha ansiedade odeia. E isso é algo que você têm me ensinado a mudar sem nem perceber.
Tem 3 palavras engasgadas na minha garganta que eu vou guardar pra quando você estiver pronto pra me dizer. Mas cá entre nós, nem precisa. Hoje eu só quero dizer que estou aqui, que vim desarmada, que estou seriamente exposta, apaixonada e ainda com medo, mas muito mais feliz desde que você chegou. Que bom! Obrigada por isso!

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Meio sorriso

Me arrancou um sorriso inesperado. Piada pronta, boba, na hora mais inapropriada. E me ganhou.
Tudo que começa com um sorriso tende a me encantar. Até me esqueço das diferenças. Até me esqueço que não há tempo. Até me esqueço que não há laços nem remorço nas despedidas sem olhar pra trás. Até me esqueço que não é só meu seus pensamentos. Até esqueço que depois do sorriso vem sempre o pensamento longe, o arrepio que a lembrança trás, a vontade que eu insisto em fingir que nao está lá. Mas está. Já não posso negar.
Já não posso negar que te quero. Que espero pelo teu chamado. Anseio pelos teus beijos. Sonho com o cheiro e o gosto do teu hálito e sua pele e tuas mãos a deslizar pelo meu corpo.
Não sei mais se fujo ou continuo aqui a disfarçar. Enquanto não me decido, permaneço aqui no encanto teu. Sorrindo de saudade tua.