Dia ruim, tarde chuvosa, isolamento. Sem brilho nos olhos. O dia acabou e logo a noite e seus ruídos começaram a surgir. Não quero me lembrar de que dia é hoje. Senti pela primeira vez, o que já esperava, compassível. Veio feroz, cruelmente se instalou em meu ser e se manifestou, em pranto. Pensei no que poderia ter sido e não foi. No que é, no que já não posso ter controle e como doeu, ainda dói. Tornou-se vazio, inabitável, irremediável. Demorou tanto pra ferida sangrar, pro coração doer, pra notar que o que restou, nada vai apagar, apenas passou. Absolutamente tudo mudou e quanto mais planejo mais imprevisível se faz a vida. Há uma parte de mim que se foi e não retornará. A cada dia dou passos à frente e entrego meu futuro a uma força maior capaz de entender perfeitamente todos os meus anseios. Agora, mais do que nunca, renunciarei a tudo que um dia me consumiu, me esgotou, para seguir com pés descalços o caminho que escolhi rumo ao meu final feliz.
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