Não sei em que ponto exatamente tudo foi se perdendo. Como um laço bonito e perfeitamente atado, que começa a afrouxar; as pontas antes elegantemente decoradas, se separam cada vez mais. E é como eu me sinto, como se eu e o que eu realmente quero, estivéssemos separados, um em cada ponta.
Pareço estar num eterno cabo de guerra, juntando forças e puxando e puxando meu sonhos pra perto. Mas num determinado ponto, me pergunto se sei exatamente pra quê estou me esforçando, me doando.
Reúno forças, me empenho, estou cada vez mais perto, até que uma farpa entra no meu dedo e dolorosamente, me entrego e volto a estaca zero.
De repente, eu já exausta me pergunto: até quando?
Depois que me fiz essa pergunta pela primeira vez, tenho a martelado na minha cabeça, dia após dia.
Abro meus olhos de manhã como se tivesse algum compromisso.
Acho que o que mais me assusta é os extremos.
Quando foi que tudo ficou tão cinza? Ou pior, quando ficou tudo tão ameno. Tem coisa pior que algo nem tão colorido, nem tão apagado. Até quando?
Respondo à mim mesma que faz parte da vida. Que a vida é mesmo cheia de aprendizados, lutas e recompensas no final. A vida é um ciclo.A vida é uma busca. A vida é imprevisível.
Sigo procurando respostas. Procuro, procuro....até quando?
E se eu encontrar, será que saberia mesmo reconhecer, com os olhos já cansados de tanto olhar a minha volta e nada encontrar.
Tem coisa mais inoportuna, ou seja, coisa que forneça menos oportunidade do que a falta de objetivo na vida? Onde estão meus sonhos? Em que momento a adulta que eu me tornei se esqueceu o que queria ser quando crescesse?
Penso em regredir, em me instalar nas comodidades que estão em sendo ofertadas e deixar pra lá, quem sabe me conformar e sonhar menor. Até quando? Até quando eu suportaria fazer isso comigo? É como se eu quisesse voltar pra caixa da qual lutei tanto pra sair. É como se a minha vontade de vencer estivesse à prova. Até quando?
Estou correndo sem nem mesmo saber onde está a linha de chegada. Correndo às cegas, querendo ser grande e me sentindo cada vez menor. Até quando?
Até quando for pra ser.
Até o brilho nos olhos enfim voltar como fogos de artifício que anunciam um ano novo.
Até quando tudo parecer tão claro e inacreditavelmente óbvio.
Até que o frio na barriga ressurja.
Até que os sonhos pareçam tão importantes que eu já não me pergunte se há riscos.
Até eu sentir uma vontade de ir, olhar pra trás, colocar tudo que me foi ensinado na mala e seguir em frente.
Até eu não acreditar em como pude ser tão fraca.
Até que o medo e aquelas velhas perguntas se acabem em silêncio e paz.
Até o sorriso desabrochar sem motivo.
Até que as unhas hoje ruídas, crescem em tom de vermelho carmim, só pra tripudiar.
Até o corpo reproduzir a alma cheia de beleza.
Até quando a falta de esperança se preencha com o mais profundo amor à vida e a tudo que foi dado.
Até que as dificuldades fiquem pequenas, tão pequenas que já nem sejam notadas.
Até que a vida passe mais tempo, seguindo seu caminho sem pensar.
Até chegar a hora.
Pareço estar num eterno cabo de guerra, juntando forças e puxando e puxando meu sonhos pra perto. Mas num determinado ponto, me pergunto se sei exatamente pra quê estou me esforçando, me doando.
Reúno forças, me empenho, estou cada vez mais perto, até que uma farpa entra no meu dedo e dolorosamente, me entrego e volto a estaca zero.
De repente, eu já exausta me pergunto: até quando?
Depois que me fiz essa pergunta pela primeira vez, tenho a martelado na minha cabeça, dia após dia.
Abro meus olhos de manhã como se tivesse algum compromisso.
Acho que o que mais me assusta é os extremos.
Quando foi que tudo ficou tão cinza? Ou pior, quando ficou tudo tão ameno. Tem coisa pior que algo nem tão colorido, nem tão apagado. Até quando?
Respondo à mim mesma que faz parte da vida. Que a vida é mesmo cheia de aprendizados, lutas e recompensas no final. A vida é um ciclo.A vida é uma busca. A vida é imprevisível.
Sigo procurando respostas. Procuro, procuro....até quando?
E se eu encontrar, será que saberia mesmo reconhecer, com os olhos já cansados de tanto olhar a minha volta e nada encontrar.
Tem coisa mais inoportuna, ou seja, coisa que forneça menos oportunidade do que a falta de objetivo na vida? Onde estão meus sonhos? Em que momento a adulta que eu me tornei se esqueceu o que queria ser quando crescesse?
Penso em regredir, em me instalar nas comodidades que estão em sendo ofertadas e deixar pra lá, quem sabe me conformar e sonhar menor. Até quando? Até quando eu suportaria fazer isso comigo? É como se eu quisesse voltar pra caixa da qual lutei tanto pra sair. É como se a minha vontade de vencer estivesse à prova. Até quando?
Estou correndo sem nem mesmo saber onde está a linha de chegada. Correndo às cegas, querendo ser grande e me sentindo cada vez menor. Até quando?
Até quando for pra ser.
Até o brilho nos olhos enfim voltar como fogos de artifício que anunciam um ano novo.
Até quando tudo parecer tão claro e inacreditavelmente óbvio.
Até que o frio na barriga ressurja.
Até que os sonhos pareçam tão importantes que eu já não me pergunte se há riscos.
Até eu sentir uma vontade de ir, olhar pra trás, colocar tudo que me foi ensinado na mala e seguir em frente.
Até eu não acreditar em como pude ser tão fraca.
Até que o medo e aquelas velhas perguntas se acabem em silêncio e paz.
Até o sorriso desabrochar sem motivo.
Até que as unhas hoje ruídas, crescem em tom de vermelho carmim, só pra tripudiar.
Até o corpo reproduzir a alma cheia de beleza.
Até quando a falta de esperança se preencha com o mais profundo amor à vida e a tudo que foi dado.
Até que as dificuldades fiquem pequenas, tão pequenas que já nem sejam notadas.
Até que a vida passe mais tempo, seguindo seu caminho sem pensar.
Até chegar a hora.
Velho, que arraso de texto! Eu amooo sua escrita e eu juro que esse pegou lá no fundinho e é por coisas assim que eu agradeço por ter uma amiga que nem você. Isso me deu uma iluminadinha que eu tava precisando muito e eu me sinto muito mais tranquila. Então obrigada, de verdade <3
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